Energia solar leva excelência ao agronegócio

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Tempo de leitura: 4 minutos

Já sabemos que a excelência operacional tem tudo a ver com sustentabilidade, tanto do negócio quanto do planeta. As energias limpas são um bom exemplo disso. Que tal zerar o custo com fornecimento de energia? No agronegócio, ganha destaque a energia solar, que, embora necessite de algum investimento inicial, no médio prazo oferece economia e segurança para as atividades no campo.

Com o incremento da produção nacional e linhas de crédito facilitadas, as energias limpas estão cada vez mais acessíveis. Dessa forma, empresas e consumidores têm barateado seus custos e ajudado a preservar o meio ambiente. A tecnologia fotovoltaica não é propriamente uma novidade na agricultura. Já na década passada a energia solar era usada em bombeamento de água para irrigação. Na prática, o fornecimento passa a ser gratuito – o custo se restringe aos equipamentos necessários.

O aumento crescente no custo da energia elétrica oriunda do Sistema Interligado Nacional é uma preocupação para o agronegócio. A isso soma-se ainda a falta de segurança no fornecimento, que tem sofrido com as secas e apagões. Em algumas culturas e criações, o período de racionamento tem sido justamente aquele de pico de consumo. Isso coloca em risco a produção, afetada pela falta de estabilidade no sistema.

De funcionamento simples, o abastecimento por energia solar depende, no entanto, da instalação de sistema próprio. Além dos painéis, inversores e baterias compõem o investimento inicial. A boa notícia é que a produção nacional tem crescido nos últimos anos, diminuindo a necessidade de importação de equipamentos. A busca internacional por tecnologias mais limpas e com menos impacto também impulsiona a oferta de financiamentos. Diversas linhas de crédito foram abertas nos últimos anos no intuito de disseminar o uso da energia solar.

Por que investir em energia solar?

  • Ainda que a matriz energética brasileira seja prioritariamente renovável, o uso massivo de energia hidrelétrica tem apresentado seus riscos, tanto nos prejuízos ao meio ambiente e a populações – situação que se cristalizou na discussão sobre projetos como o de Belo Monte –, quanto pela insegurança hídrica. Os períodos de seca geram racionamento, apagões e aumento nos custos de energia, trazendo impactos negativos ao agronegócio.
  • A energia solar é potencialmente gratuita. Os painéis têm garantia de 25 anos, podendo durar até 40 anos. O tempo de retorno do investimento pode ser equivalente a seis a oito anos da conta de energia comum. Assim, a perspectiva é de ter-se no mínimo duas décadas de energia sem custo.
  • O Brasil tem alto potencial de irradiação solar, mesmo com os diferentes cenários climáticos. Para se ter uma ideia, Santa Catarina é o estado brasileiro com menor radiação solar global. Ainda assim, seu índice é quatro vezes maior que o da Alemanha, país que se destaca no uso de energia solar.
  • A regulamentação da energia distribuída abre espaço para que os consumidores virem também produtores. Ou seja, se a sua propriedade for capaz de produzir mais do que usa – mesmo que em períodos pontuais –, poderá direcionar o excedente para o sistema, obtendo créditos para uso da energia oriunda das distribuidoras.
  • Como desvantagem, a energia solar ainda encontra dificuldades de armazenamento, o que pode aumentar seus custos. Entretanto, o uso combinado de diversas fontes oferece segurança no fornecimento. Boas combinações têm se registrado com a adição de energia eólica, por exemplo. Além disso, ter um sistema fotovoltaico não impede a continuidade de uso do sistema tradicional das distribuidoras.

Energia solar leva economia e segurança ao agronegócio

Energia solar no agronegócio

O Brasil tem cerca de 24 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede de distribuição de energia. O aumento na procura por energia solar foi de 300% em dois anos. O agronegócio ainda aparece em quarto lugar no uso desse tipo de energia, atrás consumidores residenciais, comerciais e industriais.

O campo é, contudo, um dos locais com maior potencial para aproveitamento da irradiação solar. Além do bombeamento de água, a energia solar tem sido usada para iluminação, ventilação e resfriamento de grãos em silos. Conforto animal e sistemas de ordenha também obtêm benefícios com a tecnologia, bem como resfriadores para produção leiteira e cercas elétricas para manejo de gado. A energia solar térmica oferece ainda vantagens para controle do ambiente interno de estufas agrícolas.

Alguns fatores devem ser observados por quem se interessa por essa fonte. O primeiro deles é o consumo médio e as características da propriedade, que vão determinar a solução mais adequada. A energia solar pode ser usada nas mesmas aplicações que a energia elétrica fornecida pelo sistema. Ainda assim, é preciso avaliar os espaços disponíveis para instalação dos painéis, bem como aspectos de sazonalidade e clima. Painéis flutuantes, que podem ser instalados sobre reservatórios, por exemplo, são um recurso útil ao agronegócio.

De olho na burocracia

A instalação de sistemas fotovoltaicos de geração distribuída ainda depende de trâmites burocráticos. O maior obstáculo que tem sido encontrado pelos produtores rurais é o prazo de resposta das distribuidoras, que precisam aprovar o sistema de geração e instalar medidores bidirecionais. Embora os prazos de resposta sejam definidos pela Aneel, muitas propriedades têm esperado por tempo maior que o previsto.

Para o financiamento, há linhas de crédito viabilizadas por diversas instituições, como Banco do Brasil e Sicredi. O Pronaf Eco inclui a aquisição e a instalação de equipamentos para a produção de energia fotovoltaica. A propriedade precisa estar apta para esse tipo de financiamento, buscando sua declaração de aptidão com o sindicato rural ou a Emater da sua região.

Se a ideia é implantar um sistema de energia solar em sua propriedade, busque o auxílio das empresas especializadas no ramo. Elas podem indicar as melhores soluções, fazer o cálculo do tempo de retorno do investimento e ainda ajudar com os trâmites necessários.

Para ficar por dentro de tudo que acontece na interação entre excelência operacional e transformação digital, siga nossos posts no Facebook. E se precisa de ajuda para implementar melhorias na sua empresa,  fale com a gente!

Edição: Svendla Chaves – jornalista

Imagens: Felix Mittermeier e Squeeze/Pixabay

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About Otávio Monsanto de Paula

Profissional de Excelência Operacional e Business Intelligence! Blog: Excelência em Pauta.com.br
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