Marketing Digital e a Transformação da Manufatura

Like
Like Love Haha Wow Sad Angry
Tempo de leitura: 7 minutos

A maioria do líderes manufatureiros parece ainda tatear as oportunidades e ameaças que processo do Marketing Digital – digitalização – já trouxe aos negócios de uma forma geral, exemplos disso temos junto às chamadas Smart Factories, ou mesmo aos grande players do chamado B2B, onde que 90% dos compradores iniciam suas pesquisas no Google, entretanto isso deve mudar rapidamente sendo que será necessária uma ação embasada e estruturada.

Apesar de um pequeno número de líderes atuar junto à essa iniciativa isso precisa sair do mundo acadêmico, onde a convergência de opinião sobre o impacto da manufatura digital está revolucionando a cadeia de valor e alterando a forma de atuação em todos os seus elos, desde a pesquisa básica até o posicionamento junto ao consumidor final, o qual é cada vez mais exigente e totalmente digital valorizando sobremaneira as etapas básicas para o alcance da Excelência Operacional

Aquelas organizações que já perceberam isso vem se destacando e potencializando as chances (revolucionárias) de bons negócios, integrando e elevando a Excelência Operacional, Analytics e a Manufatura a um outro patamar.

O Big Data, é no momento o grande motor de propulsão das demais tecnologias e tendências, algumas até já bastante amadurecidas como RFIDRobótica, Inteligência Artificial entre outras, e isso se deve a um simples fato, a erupção de geração de dados atrelada às novas ferramentas computacionais hoje presentes em muitos setores da Indústria como um todo.   É sabido de longa data, o quanto o setor manufatureiro gera de dados, porém e por mais paradoxal que isso pareça, o desperdício dos mesmos é também inversamente proporcional ao que aproveita; a chance de utilização dos mesmos para o melhor entendimento de processos, hábitos de consumos, defeitos, entre outros para uma melhor e mais rápida decisão, é pouco significativa.

EarlierAdopter_20160104

Quem está a frente atua de que forma?

A utilização dos dados, a concepção, viabilização, testes piloto, enfim o Ciclo de Vida do Produto, passou a receber um fluxo constante de informações, que a maneira de lidar com isso pelos líderes e empresas mudou totalmente, sendo que hoje o tempo de resposta, é de fato ZERO (ou quase isso..), implicando em mudanças e direcionamentos estratégicos em questões de segundos.   Nessa linha, os clientes e fornecedores são os principais parceiros em uma série de etapas, tanto na construção, como na validação de produtos e serviços.   Enfim, os “momentos da verdade” acontecem de maneira online permeando toda a cadeia de valor, passamos a trabalhar em uma rede digital.

Os conceitos da “transformação e consumidor lean” agora são digitais e os resultados operacionais são mensurados de forma imediata, alavancando a capacidade operacional e assim identificando uma série de oportunidade para a melhor performance e geração de valor.

Automação e eficiência das operações fabris

Grandes fabricantes, de posse dos dados e com a melhor análise dos mesmos, otimizam as operações fabris aumentando a perfomance das máquinas e a eficiência de seus produtos e serviços além de reduzir o consumo energético entre outros.    As redes de suprimento são visíveis junto aos painéis digitais onde um fluxo claro dos insumos e componentes ao longo da produção, possibilita em “tempo real” a melhor gestão das operações otimizando custos e rendimento.   Tecnologias smart e ligadas de forma online, trocam informações sobre a experiência dos consumidores possibilitando assim a antecipação de demandas, gestão de estoques, otimização de espaço direcionamento de produtos para lojas onde o consumo é mais adequado aquele perfil de cliente, e ainda o desenvolvimento de produtos mais aderentes à necessidade e ao custo compatível com o desejo do consumidor.

Novos patamares da Gestão Operacional – a fábrica enxuta

Organizações diversas estão de posse de uma análise mais consistente de seus dados e informações sobre os procedimentos e processos, fazendo com que o fluxo de produção e a infraestrutura para suportá-los sejam muito menores, o que significa ganho de produtividade e redução de custos.   Além disso toda a visão que a “rede digital” possibilita melhora sobremaneira a qualidade e o controle contínuo dos insumos e equipamentos críticos ao longo da produção, o que evita problemas e, quando ocorrem são quase que imediatamente sanados.   Enfim, toda uma gama de elementos digitais parece se integrar (ex.: RFID, infra-vermelho, sensores, monitores, alarmes, etc, etc..) no processo produtivo com a devida participação do ser humano em um espaço muito menor e de forma mais rápida e adequada.

Supply Chain digitalizado e automatizado

Ferramentas digitais são utilizadas em empresas de bens de consumo, otimizando a distribuição e o relacionamento com seus clientes e fornecedores.   O tempo de resposta de desenvolvimento e despacho de novos produtos ganhou um novo aliado além do Big Data, a gestão em nuvem promove um processo colaborativo entre os sistemas de produção, distribuição e logística o qual reduz em muito a gestão de estoque e realocação de produtos com base na demanda por perfil de cliente, além da melhor ocupação de espaço alterando o tamanho de lojas em determinados locais.

Soluções para desenvolvimento de grandes projetos – rede colaborativa

Indústrias de peso como defesa e aerespacial se utilizam há tempos de elementos digitais buscando integrar a sua enorme e complexa rede de suprimentos.   Ferramentas baseadas na computação em nuvem permitem com que parceiros colaborem entre si de forma mais eficiente e mais rápida: um fornecedor de motores pode compartilhar modelos digitais de componentes com a sua rede de parceiros e cada fornecedor, por sua vez, poderá compartilhar informações sobre preços, prazos e qualidade.  Exemplos: Boeing, GE, entre outras…

Então porque o investimento nesse processo de digitalização é tão incipiente? 

A revolução na manufatura está apenas começando a tomar forma e boa parte do que está por vir ainda trará ganhos potenciais grandiosos.   Algumas empresas pioneiras, grandes e pequenas, já começaram a colher os frutos dessas oportunidades.

No final das contas, o que importa é: se cada vez mais e mais empresas manufatureiras e seus concorrentes estão gastando mais e mais dinheiro e obtendo melhores resultados via digitalização dos processos e operações, é mandatório intensificar esforços em direção a isso, certo?   Entretanto, gastos e mais gastos em esforço mercadológico e tecnológico por si só, não significa ou se traduz em melhores resultados.

É claro, que algumas questões devem ser levadas em consideração frente as principais decisões:

  • Quais novas capacidades, habilidades e mindsets nós vamos precisar em nossa empresa?
  • Como a manufatura digital vai impactar a minha indústria e o meu segmento nas próximas décadas, novos negócios surgirão nessa linha?
  • O que é preciso observar e aprender com os erros da concorrência para se evitar um buraco na carteira da sua organização, de forma inconsequente e desnecessária?
  • Como os conceitos do Marketing Digital podem nos auxiliar nesse processo de digitalização?

MarketingDigital_20160104

Porque não aplicar o Marketing Digital não só para a disseminação e uso dessas novas tecnologias, mas nos negócios como um todo?

Se tudo caminha para o mundo digital, por que não utilizar o Marketing Digital para alavancar isso?

Via uma análise simples, rasteira mesmo, e buscarmos informações consistentes identificaremos que a indústria de transformação (Manufatura) é uma das maiores e de mais rápido crescimento em todo o universo industrial e de negócios, contribuindo com bilhões para a economia Global como um todo.   Será que isso vai ao encontro do movimento da Internet e seus desdobramentos?

Os fabricantes se esforçam para a eficiência, precisão e desempenho ideal todos os dias em seus produtos, processos e serviços.  Porém de forma paradoxal, no que tange ao uso do Marketing Digital, o nível sigma dos mesmos é muito, mas muito aquém daquilo que poderíamos chamar de aceitável….

Em outras palavras, por que não se esforçam para e exigir as mesmas coisas de websites ou campanhas de Marketing?

É claro, que a empresas hoje possuem alguma interação com diferentes mídias sociais, mas só porque possuem uma página em algumas delas, isso não implica no uso efetivo das estratégias de Marketing Digital, na verdade isso é mais do que um ledo engano pois, é pouco provável que no site e/ou página fique claro quais produtos (e suas características) são oferecidos, quais segmentos de atuação são cobertos, quais tecnologias estão sendo adotadas, quais seus pontos de diferencial competitivo e o que todos buscam, será que, de fato, geram negócios?

Além do que acima foi exposto sobre processos e tecnologias digitais no chão da fábrica, é gratificante notar que a utilização de mídias sociais e Marketing Digital pelos chamados B2B alcançou um patamar razoável e têm alavancado os negócios de forma significativa, porém a cadeia é muita grande e ninguém quer ficar para trás, então, valem alguns pontos adicionais para reflexão:

  • Olhe para o site da sua empresa, faça uma análise do mesmo frente a qualidade de seus produtos e dos seus concorrentes, qual sua percepção?
  • No que tange à usabilidade e experiência do cliente que visita seu site, como Você o classifica?
  • Você sabia que existem técnicas de otimização (SEO) para alavancar o posicionamento de seu site?
  • Como é feito o gestão de métricas de performance do seu site?

GeracaoNegociosviaMKTDigital01_20160105

 

 

 

 

 

Conclusão

Pode parecer um tanto quanto simplista, mas prefiro encarar como realidade que poucas organizações ou sequer alguma, absorveu todas as oportunidades tecnológicas do mundo digital seja no chão da fábrica e/ou na estratégia de negócios que hoje a Internet proporciona, mas existem alguns outliers, e eles estão se destacando de forma consistente, em um mercado extremamente competitivo, onde Robótica, RFID, Smart Factory, Machine Learning, Big Data, Mídias Sociais entre outras tecnologias colocam seus pioneiros de uso muito à frente da concorrência e, é claro, o Marketing Digital faz parte disso.

Quer saber mais sobre melhoria de processos e Marketing Digital para alcançar a Excelência Operacional? Fale com a gente!

E siga o Excelência em Pauta no Facebook!

 

 

About Otávio Monsanto de Paula

Profissional de Excelência Operacional e Business Intelligence! Blog: Excelência em Pauta.com.br
Like
Like Love Haha Wow Sad Angry

Deixe um comentário

avatar