Tá todo mundo louco: crise e change management

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Tempo de leitura: 4 minutos

Uma corrida maluca atrás de dinheiro: esse é o tema do filme “Deu a louca no mundo”, de 1963, mas também poderia ser a descrição de todos nós neste 2016 de tanta crise. Já com saudade dos anos de relativa tranquilidade, voltamos a nos deparar com os altos e baixos da economia brasileira, que coloca à prova a solidez de todos os negócios. Mas como sobreviver a essa loucura generalizada?

Qualquer organização deve estar preparada para mudanças. Ainda que a economia se mantivesse estável, estamos todos sujeitos a transformações no mercado consumidor, na cadeia de fornecimento ou no gerenciamento interno, com alterações de liderança e de estratégia. A arte de gerenciar essas mutações se chama change management ou, em bom português, gestão de mudanças – e está fortemente associada à gestão de projetos. E é essa habilidade que poderá ajudar você enfrentar a crise e até mesmo a fazer dela uma oportunidade!

Antes de tudo, é preciso se ter em conta que é difícil mudar. Criamos obstáculos para fazer pequenas mudanças em nossos hábitos e comportamentos… imagine mudar toda uma empresa, com centenas de pessoas, ou mesmo parte dela! É nessa hora que surge a frase “aqui sempre fizemos assim” no caminho de qualquer transformação. Essa resistência à mudança vem do medo que as equipes têm de não estarem aptas para as novas tarefas, de se sentirem defasadas ou mesmo de perderem seus postos.

No entanto, a crise não dá opção: ou nos transformamos para enfrentar o novo momento, ou estamos fadados a naufragar. As mudanças podem incluir medidas pouco simpáticas, como fechamento de fábricas, redução de corpo funcional ou alterações drásticas de processos. Para lidar com esses desafios, as técnicas de change management podem ser fundamentais.

Como não pirar na gestão de mudanças

Ficar chorando as pitangas por causa da crise não vai ajudar a resolvê-la. Assim, o primeiro passo é compreender como esse novo cenário afeta seu negócio e o que é preciso mudar. O diagnóstico inicial é peça-chave para que o projeto de mudança se efetive com sucesso. O que vai mal? O que está sendo posto em risco? Onde o negócio já atingiu a excelência operacional e onde pode melhorar?

Após identificar quais são as transformações necessárias, é a hora de fazer o levantamento das soluções disponíveis. Nesse ponto, pode ser bem importante “sair da caixa”: buscar alternativas em outros setores, buscar as oportunidades na turbulência, enxergar o que a concorrência não vê. Para cada opção deve-se avaliar riscos, benefícios e recursos envolvidos.

Escolhido o melhor caminho, a proposta deve ainda conter cronograma detalhado, equipes responsáveis pelas tarefas, indicadores de monitoramento – ou seja, os requisitos essenciais de qualquer projeto. Vale lembrar que são as pessoas que realizam a mudança, por isso é de suma importância considerar, em todos os passos, o fator humano.

Cinco dicas para mudar durante a crise

1. Garanta o comprometimento da liderança

“O exemplo vem de cima” é um clichê que nunca perde a validade, especiamente em momentos de transformação. Não há como conquistar o engajamento dos colaboradores se estes não percebem que há alinhamento nas decisões e ações da liderança . Líderes comprometidos com a mudança deixarão isso claro em todas as táticas adotadas e reforçarão o conceito em todos os momentos de interação com as equipes. Um bom gestor de mudanças sabe compreender, inspirar e incentivar as pessoas, apostando na transparência e na credibilidade.

2. Esteja atento às pessoas

Em meio a um caminhão de problemas financeiros e mercadológicos, é natural que a empresa e seus líderes às vezes deixem de lado o monitoramento do clima organizacional. No entanto, toda e qualquer mudança só irá funcionar bem se tiver a adesão dos colaboradores. É preciso compreender a cultura institucional, pensar nas mensagens que serão emitidas e realizar os treinamentos necessários para os novos desafios.

3. Estabeleça recompensas não financeiras

Em tempos de estabilidade e crescimento, é fácil motivar as pessoas por meio de salários mais altos, bonificações e outros benefícios financeiros. No entanto, durante a crise (e talvez ainda mais fortemente neste momento) também é preciso premiar quem se destaca. Promoções via recrutamento interno são uma boa opção nesse caso, porque valorizam a prata da casa! Outra alternativa é promover um ambiente de maior autonomia – empregados com mais liberdade tendem a ser mais leais e engajados.

4. Faça monitoramento constante

Imagine que o mundo lá fora está em uma doida transformação, com altos e baixos econômicos, políticos e ambientais – não é preciso muito para imaginar esse cenário, correto? Por isso, não dá para acreditar que basta ter um plano para que tudo se resolva. Se o projeto for ótimo, mas não tiver capacidade de adequar-se às contínuas variações trazidas pela crise, ele não vai servir de nada. Fique de olho e saiba improvisar quando necessário.

5. Mantenha o movimento

Se a organização souber manter o ambiente adequado, com colaboradores capacitados e motivados como agentes de transformação, estará preparada para realizar mudanças de forma rápida e eficaz, com capacidade de responder de forma ágil às alterações econômicas, tecnológicas e do mercado.

Ainda não sabe como sua empresa vai se encaixar nesse mundo em revolução? Fale com a gente! E siga nossa página no Facebook.

Edição: Svendla Chaves – Jornalista

Foto: Gerd Altmann/Pixabay

About Otávio Monsanto de Paula

Profissional de Excelência Operacional e Business Intelligence! Blog: Excelência em Pauta.com.br
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4 Comentários em "Tá todo mundo louco: crise e change management"

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[…] décadas, a forma como vivemos se transformou em uma velocidade vertiginosa. Para acompanhar essas mudanças, é preciso estar em constante processo de aprendizagem. Não é à toa que visionários como Elon […]

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[…] Nosso modo de agir é determinado pelo hábito, e é por isso que muitas vezes se torna difícil gerenciar mudanças. Por mais que, racionalmente, saibamos que algo precisa mudar, nosso cérebro e nosso corpo […]

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[…] manter-se competitivo com essas mudanças radicais é preciso compreensão profunda da experiência do cliente. O perfil de seu consumidor vai […]

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[…] opção para fazer essa mudança de cultura passa pelo reconhecimento. O trabalho em grupo é positivo não apenas para a gestão do […]